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10 de novembro de 2011, às 15:41h

No Rio: “Viver sem Tempos Mortos” e “Conversando Com Mamãe”

Por Redação

Olá, fanáticos por teatro!

Vamos aterrissar na Cidade Maravilhosa? Salve, salve, Rio de Janeiro!

E para entrarmos de uma forma sublime, o que não poderia ser diferente, vamos da ilustre Fernanda Montenegro a Beatriz Segall e Herson Capri.

Viver Sem Tempos Mortos

Fernanda Montenegro com a compilação da escritora, filósofa e feminista francesa Simone de Beauvoir.
 
A quantidade de informação sobre a vida e a obra da filósofa francesa é tamanha que tudo poderia resultar em uma quase aula, não fosse a atuação da diva Fernanda Montenegro, transformando tudo em uma extraordinária experiência estética, intelectual, emocional. Uma mulher nos mostra ali sua verdade, suas alegrias e dores, com uma simplicidade que só pode ser alcançada com muito trabalho, e uma sinceridade cuja imagem só a análise objetiva pode criar.

No monólogo, a atriz sentada na única cadeira no palco executa esse mais que detalhado estudo de cada frase, cada palavra.

Fernanda, que já é veterana dos palcos, encontrou no diretor paranaense Felipe Hirsch o companheiro ideal para montar a peça de uma forma corajosa, minimalista e sensibilizada.

Local: Teatro Raul Cortez
Dias e horários: Sextas às 21h30, Sábados às 21h e Domingos às 18h
Temporada: até 27 de novembro
Direção: Felipe Hirsch

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Conversando Com Mamãe

Conflitos familiares como o embate sogra x nora e sogra x sogra, a ausência física do filho, que se faz mais presente por telefonemas do que visitas, a mãe que não deixa de cozinhar para sua eterna criança, mesmo com ele tendo saído de casa há mais de 25 anos, são apenas algumas das questões abordadas no texto em que Beatriz Segall e Herson Capri interpretam.

A criação do texto de Santiago Carlos Oves, cineasta e roteirista argentino, aborda a questão comum de todos nós nos dias de hoje, como traição, morte, casamento, desemprego, sexo e medo. Tudo interpretado de uma  forma clara, num diálogo comovente e sincero – sinceridade essa que se torna mais explicíta após um acontecimento inesperado no desenrolar da trama.

Segundo a atriz Beatriz Segall, "ser velho é uma vantagem que chega um pouco tarde; a única maneira de aproveitar essa vantagem é não guardar para si, e sim compartilhar".

E é com muita leveza e experiência que os atores falam de sentimentos entre a mãe que cozinha para o filhinho cinquentão – que não cresce nunca e  saiu de casa há décadas – e outras situações muito engraçadas.

Local: Teatro Folha
Dias e horários: Sextas às 21h30, Sábados às 20h e 22h e Domingos às 19h30
Temporada: Até 18 de novembro
Direção: Susana Garcia

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